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08/03/2007: "Lição de casa do seu filho: acompanhe com moderação"
Lição de casa, tarefa, dever, cada um dá o nome que quiser à
atividade que todo estudante tem que realizar e que, para muitos, é a
primeira grande responsabilidade da vida. Como acontece no ambiente
doméstico, muitas vezes o momento da lição de casa pode gerar atritos entre pais e filhos. De um lado, pais cansados com a jornada
dupla de trabalho e, do outro, filhos loucos por terem seu tempo "roubado"
pela "ingrata" labuta.
Lição de casa não é castigo e não pode ser vista dessa forma. "É
importante fazer um esforço no sentido de organizar o tempo destinado à
lição de casa. Crianças acostumadas desde cedo a cumprirem esse ritual diário, sendo valorizadas por o fazerem, recebendo
atenção e encorajamento freqüente, logo encontram prazer no próprio
trabalho e orgulho em exibir suas produções acadêmicas. E, é claro,
aprenderão muito melhor", garante Maria Irene Maluf, psicopedagoga
presidente da ABPp - Associação Brasileira de Psicopedagogia.
O objetivo pedagógico da lição de
casa é dar ao aluno a responsabilidade de realizar, de
forma individual e num espaço próprio, trabalhos que requeiram pesquisa,
provoquem questionamentos e estimulem o uso, em situações novas, de
conceitos construídos em classe. Por meio da atividade é possível perceber
dificuldades e conquistas no processo de aprendizagem. Nesse sentido, os
pais sempre têm dúvidas se podem ou não ajudar seus filhos na tarefa.
"Para os alunos que estão alfabetizados, quando começam a compreender o
código alfabético, não há nenhum problema no fato de os pais corrigirem",
observa Laura Alice Piteri, coordenadora pedagógica da Escola Carlitos, em São Paulo. Para aqueles que estão em
fase de alfabetização, determinados tipos de correção podem não fazer
sentido ao aluno, explica a educadora. Para facilitar a vida dos pais, a
escola elaborou um roteiro de especial que orienta desde
o local adequado para execução da lição de casa, até o limite de colaboração dos pais.
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Para os maiores, a partir da 5a série do ensino fundamental, há uma outra preocupação que é dar autonomia ao aluno. "Toda lição que é dada é cobrada, mas importa mais o aluno cumprir a responsabilidade de fazer a lição, do que fazê-la absolutamente correta", pondera Flávio Cidade, coordenador pedagógico do Colégio Ítaca, zona oeste de São Paulo. Os pais não precisam se afligir. "Quando o aluno não realiza sistematicamente as lições de casa, apesar de já ter maturidade para isso, nós o advertimos e chamamos os pais", acrescenta Cidade. "Repetimos à exastão aos nossos alunos que não existe problema no erro. Ele serve para construir o acerto e, acima de tudo, a escola precisa do erro", completa.






